A Força da Jiboia: Indígena Sateré-Mawé leva a ancestralidade dos grafismos aos turistas em Parintins

Jailson Ferreira viaja de sua comunidade até a Ilha da Magia durante o Festival Folclórico para espalhar a cultura de seu povo através da arte na pele.
A efervescência do Festival Folclórico de Parintins vai muito além dos bumbás Caprichoso e Garantido. Pelas ruas da Ilha da Magia, a ancestralidade ferve e se manifesta de formas únicas. Um dos grandes exemplos disso é o trabalho do artista indígena Jailson Ferreira, da etnia Sateré-Mawé.
Morador de sua comunidade de origem, Jailson faz o trajeto até Parintins no período do festival com uma missão clara: usar a própria pele dos visitantes como tela para eternizar e espalhar a cultura de seu povo. Através do grafismo indígena tradicional, feito com tintas naturais, ele conecta turistas de todo o mundo com as histórias e a cosmologia da Amazônia.
O Significado na Pele
Nossa equipe vivenciou essa imersão cultural de perto. Ao cobrir o evento, tive a oportunidade de receber um traço feito pelas mãos de Jailson em meu próprio braço. O padrão escolhido não é apenas estético; ele carrega um significado profundo: a força da jiboia.
"O grafismo da jiboia traz proteção, resiliência e a força necessária para enfrentar os ciclos da vida", explicou Jailson enquanto desenhava com precisão milenar.
Para os turistas que visitam a cidade, levar um grafismo Sateré-Mawé é carregar um pedaço vivo da floresta. O trabalho de Jailson Ferreira é um lembrete crucial de que Parintins é, acima de tudo, território de resistência e celebração da identidade indígena.
Imagem e redação: Portal Sampa Na Ilha










